2026.
reflexões sobre o ano que começa.
2026.
Para mim, o novo ano só começa no Ano Novo Chinês (17 de fevereiro). Uma das coisas boas de ser adulta é decidir no que participo ou não. Por isso, se também não sentes que janeiro é o teu mês, aproveita a energia do Ano da Cobra e continua a remover o que não faz sentido e a transformar‑te.
Não fiz resoluções de Ano Novo, mas tenho duas palavras‑bússola para este ano, para me alinhar com a minha melhor versão. Fiz a revisão do meu ano passado a comer uvas na noite de 31 de dezembro, antes da meia‑noite. Terminei um livro nessa noite e já comecei outro — O Conde de Monte Cristo, 1136 páginas para iniciar o ano.
Instalei a app Foqos, gratuita, mas que só funciona em iPhone, e que bloqueia certas aplicações, desbloqueando‑as apenas quando passo por um código NFC que guardo numa gaveta. Basicamente, transformo o meu telemóvel num Nokia dos anos 2000, que faz chamadas e envia mensagens. Também dá para fazer o bloqueio e desbloqueio manualmente, mas ter uma barreira física ajuda. O facto de ter de me levantar e fisicamente passar o tag para aceder às redes sociais ajuda‑me imenso com as distrações. O telefone é uma das principais barreiras entre mim e a minha criatividade.
Para quem fez resoluções de Ano Novo, espero que tenham algo divertido e mágico incluído. Precisamos de pó de pirlimpimpim num mundo cansado e doente. Precisamos de exteriorizar mais elogios em voz alta. Precisamos de parar de nos queixar do tempo. Mais tempo fora de casa. Mais gratidão. E nem todos os hobbies precisam de ser monetizados ou de contribuir para o nosso desenvolvimento pessoal. Às vezes, só precisam de nos fazer sentir bem.
Não é uma resolução de ano novo mas tenho que usar mais os meus produtos de cabelo. O K18 é fantástico mas usualmente deixo secar o cabelo ao natural, e precisa de ser ativado por calor. O Kérastase Genesis preciso de usar com mais consistência. Gosto de todos, são uma curadoria de vários anos - Davines Oi Oil é o meu óleo leave-in preferido, e o Ciment Thermique é excelente, mas também precisa de ser ativado por calor. Claro que o que faz a maior diferença é o botox capilar que faço regularmente e me permite secar o cabelo ao natural.
VER:
Filmes antigos. A beleza é mais diversa, e as personagens femininas têm o que o Arthur, em The Holiday, chama de gumption (garra!), e algumas delas são deliciosamente sem filtros.
Iris, in the movies we have leading ladies and we have the best friend. You, I can tell, are a leading lady, but for some reason you are behaving like the best friend. - The Holiday, 2006 (O amor não tira férias)
Fui vítima de Heated Rivalry, da Crave/HBO Max, que se tornou uma obsessão e tomou conta de todo o meu algoritmo das redes sociais. Aconselho um crush ficcional em épocas festivas complicadas. Scott, my man! Fora de brincadeiras, precisamos desta representação nos media. Ver o marido do primeiro-ministro holandês dizer que passou por uma situação semelhante ao Kip e Scott só demonstra que essa é a realidade de muitas pessoas. Do ponto de vista espiritual, tenho a certeza que os últimos episódios nos expandem o chakra do coração e é uma das razões pela obsessão coletiva em querer o que eles têm. Uma relação em que há uma aceitação completa do outro, sem críticas, e em que ambos estão ao mesmo nível.
Tenho também gostado de ver vídeos de patinagem artística no YouTube. Faz‑me sentir que estou dentro de um filme da Disney. Este é um dos meus preferidos.
Que 2026 te permita brincar, experimentar e viver com mais leveza, e o espaço suficiente para seres quem és. Feliz Ano Novo ✨





Olá Andreia, foi mesmo um prazer ler a newsletter, deu aquele quentinho bom no coração. Gostei muito.