Inventário de Janeiro
pequenas coisas para uma uma vida mais intencional.
EXTERIOR:
A boicotar a Estée Lauder (e todas as marcas do grupo - The Ordinary, Bobbi Brown, Mac, Tom Ford, Jo Malone, etc.) visto que o dono é um dos principais apoiantes da invasão da Gronelândia. Claro que vou continuar a usar os produtos que tenho do grupo no momento - neste momento, apenas The Ordinary e alguns produtos de maquilhagem da TF e da Bobbi Brown. Infelizmente não conseguimos controlar o mundo à nossa volta mas podemos ser mais intencionais com as nossas compras.
A rever Shrinking pela segunda vez na Apple TV, que é a combinação perfeita de humor, e comunidade - amigos, vizinhos e colegas de trabalho e uma oportunidade de modular experiências e comportamentos de uma forma mais saudável. Um dos clips explicado por uma das minhas terapeutas preferidas. Tão reconfortante. Mesmo a tempo da terceira temporada que estreou ontem, e que me vai acompanhar pelas próximas semanas. Há imenso tipo de conteúdo que não vejo devido ao impacto na minha saúde mental, o que provavelmente me torna menos interessante, mas eu prefiro esta versão mais saudável de mim própria.
Redes sociais. Eu tenho tentado ter uma relação mais saudável com as redes sociais e apesar de ter reactivado o meu Instagram tenho tentado usar apenas no computador o que reduz em 90% a vontade de ver Reels. Também fiz um reset ao meu algoritmo que tenho pessoas que sigo que estavam a interagir com algum conteúdo que não me interessa (ADHD, etc.) e que estava a influenciar o conteúdo que aparecia no meu feed. Quem nos rodeia, pessoalmente e virtualmente, influencia claramente a nossa experiência do mundo.
Livros. Por estar menos tempo nas redes sociais já li 6 livros este mês. Um deles foi o Segredo dos Segredos do Dan Brown porque combina neurociência, física quântica e teorias de conspiração (alguns dos meus tópicos preferidos). O outro foi The Correspondent escrito por Virginia Evans (que parece que ainda não tem tradução para português) e que é escrito apenas em emails, e cartas e a protagonista é uma mulher nos seus 70 anos. Um dos meus livros preferidos dos últimos tempos. Todos os outros são queer romance (e que bom para o cérebro ter só personagens masculinas como protagonistas), para não pensarem que leio maioritariamente não ficção (estou a ler um livro sobre trauma mas ainda só li metade). Independentemente do tema, precisamos de ler mais.
Cabelo. Com uma crise existencial com o meu cabelo mas não posso cortá-lo outra vez, por isso estou a tentar melhorar o styling que usualmente só o deixo secar ao natural!
Make-up. Comprei uma máscara de pestanas azul. Era o pick‑me‑up que precisava 💙 (YSL Mascara Volume Effect Faux Cils Deep Night). Discreta o suficiente para poder usar no dia a dia (impossível de ver em mais uma reunião online), mas colorida o suficiente para me dar um boost de serotonina.
Flores frescas. É incrível como algo tão simples melhora significativamente o meu dia. E é importante refletirmos sobre as pequenas coisas que acrescentam à nossa vida, visto que não é possível ter eventos significativos todos os meses. E também perceber quais são as nossas love languages e dar-nos o que precisamos e não esperar que sejam os outros a fazê-lo.
INTERIOR:
Meditação transcendental feita com consistência em todos os dias do ano até agora. Algumas práticas quando mantidas e incorporadas na rotina fazem realmente a diferença.
Tenho feito um tipo de terapia mais somática e não tão focada em processar eventos mentalmente, visto que a maioria das minhas ferramentas já são mentais (meditação, journaling) e o meu modo automático é pensar em tudo. E pensar na emoção não é o mesmo que sentir a emoção. Por ser bastante intensa emocionalmente, tenho tentado cuidar o melhor possível do meu corpo - banhos quentes à luz das velas e sem luzes, descansar, comer bem, pijama e sets coordenados para estar em casa e perfume.
E não falamos da importância em honrar e validar as nossas emoções. Senti-las. O que não sentimos e libertamos, somatizamos, e o corpo não esquece. The body keeps the score. Eu fiz aulas privadas de Muay Thai consistentemente mais de um ano, todas as semanas, porque estava tão zangada e precisava de uma forma segura mas mais física de processar o que sentia. Para além de um workout incrível, é muito bom poder processar as emoções fisicamente. E que todos tenhamos a coragem de olhar para dentro, mas também de sentir gratidão pelas pequenas coisas.
x,
Andreia



