Saúde mental
Algo que eu tenho perfeita noção é que tenho que me esforçar mais do que a maioria das pessoas para me manter saudável mentalmente.
O ponto de viragem foi aceitar que não há uma solução única ou milagrosa e que a saúde mental não se corrige com uma intervenção isolada. Que não se resolve em guerra com o meu cérebro ou bullying à forma como penso. Exige monitorização contínua. Uma abordagem global. Todos os dias.
Pode parecer exagerado eu ter uma prática de meditação diária. Não interagir com certo tipo de conteúdos. Mindfulness. Precisar de fazer desporto regularmente. Acordar cedo aos fins de semana para caminhar e apanhar luz natural. Dormir um certo número de horas minimamente constante, mas não dormir demasiado aos fim‑de‑semana. Precisar de silêncio e momentos sozinha para recarregar. Fazer EFT se estiver mais activada. Terapia. Ter uma prática de journaling para manter o foco e a gratidão. A razão pela qual tenho imensas ferramentas é porque preciso delas.
Mas gerir a minha saúde mental é observar‑me com regularidade. Observar e auditar pensamentos, emoções e comportamentos. Ajustar antes de entrar em burnout ou modo de sobrevivência. Respeitar o que sinto e dizer a minha verdade de uma forma educada, claro, mas verdadeira, em vez de manter a paz. Manter uma rotina de hábitos, que vista de fora, pode parecer intransigente. Durante muito tempo, senti que estava a viver menos do que os outros.
Hoje percebo e aceito que é só uma forma diferente de viver, mais observadora, mas também mais consciente. Com repetição, gentileza, consistência. Será isto também autocuidado?


